Um homem foi condenado a 23 anos e nove meses de prisão, em regime fechado, pelo homicídio de um funcionário de lanchonete ocorrido em novembro de 2022, na Barra da Lagoa, em Florianópolis. A identificação do acusado ganhou força após a perícia localizar uma impressão digital dele no retrovisor de uma motocicleta abandonada no local do crime. O julgamento foi realizado na última quinta-feira, 27 de agosto, e o réu não poderá recorrer em liberdade.
De acordo com a acusação, o crime aconteceu na noite de 5 de novembro de 2022, por volta das 23h, na Rodovia Jornalista Manoel de Menezes. O homem chegou ao estabelecimento em uma motocicleta e efetuou dois disparos contra o caixa da lanchonete, que morreu em decorrência dos ferimentos.
Após os tiros, o autor ainda entrou em luta corporal com o pai da vítima. Mesmo conseguindo fugir, deixou a motocicleta para trás. Durante a perícia no veículo, uma impressão digital foi encontrada no retrovisor e, juntamente com outras características apuradas durante a investigação, contribuiu para a identificação do suspeito. A motivação do homicídio não foi esclarecida.
O condenado estava foragido do sistema penitenciário e acabou preso em outubro de 2025, no Sul da Ilha de Santa Catarina. Na ocasião, segundo as informações do processo, ele foi localizado com uma grande quantidade de drogas.
O homem já possui outras condenações criminais, entre elas por porte ilegal de arma de fogo, tentativa de furto qualificado, receptação e uso de documento falso. Ele também responde por tráfico de drogas. Conforme apurado, o acusado utilizava o nome do próprio irmão como forma de dificultar sua identificação.
Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu pelo homicídio qualificado. Além da pena de 23 anos e nove meses de reclusão, foi mantida a prisão, sem autorização para que ele recorra da condenação em liberdade.
Fonte: Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC)





