O Oeste catarinense mantém posição de destaque no agronegócio estadual ao concentrar cerca de 70% da produção de carnes de Santa Catarina. Quatro municípios da região aparecem entre os principais responsáveis pela geração de riqueza no setor agropecuário e, juntos, movimentam mais de R$ 10,73 bilhões por ano.
Chapecó lidera o levantamento, seguida por Concórdia, Xanxerê e Joaçaba. Além da produção nas propriedades rurais, a atividade movimenta frigoríficos, cooperativas, transportadoras, fábricas de ração e empresas prestadoras de serviços, gerando empregos e fortalecendo as exportações catarinenses.
Os dados têm como base o Produto Interno Bruto dos Municípios de 2023, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e compilado pela AgroBrasil Fazendas.
Chapecó aparece na primeira colocação, com R$ 4,09 bilhões, impulsionada principalmente pela cadeia da suinocultura. Concórdia ocupa o segundo lugar, com R$ 2,72 bilhões, tendo forte participação da avicultura e da produção integrada de alimentos.
Na sequência está Xanxerê, com R$ 2,31 bilhões e presença expressiva da criação de bovinos. Joaçaba completa o grupo, com R$ 1,61 bilhão, resultado relacionado especialmente à pecuária de corte e à produção leiteira.
Somados, os quatro municípios formam uma espécie de cinturão da produção animal no Oeste e Meio-Oeste de Santa Catarina. A estrutura produtiva instalada nessas cidades contribui para abastecer o mercado nacional e também diferentes países atendidos pelas exportações do Estado.
A força regional acompanha o desempenho da agropecuária catarinense. Conforme o Boletim Técnico nº 230, elaborado pela Epagri/Cepa, o setor respondeu por 7,1% da riqueza gerada em Santa Catarina.
Entre 2022 e 2023, a agropecuária apresentou crescimento de 10,2%. A produção animal representa mais de 60% do Valor da Produção Agropecuária estadual, com destaque para as cadeias de suínos, aves, bovinos e leite.
No período, os maiores avanços foram registrados na produção de bovinos, com crescimento de 32,6%, e de suínos, com alta de 20,1%. Os resultados reforçam a importância econômica do interior e consolidam Santa Catarina entre os principais produtores de proteína animal do país.
Fonte: ND+





